A mídia cientificista tradicionalmente procura apresentar motivos pelos quais a Bíblia não deveria ser considerada uma obra sagrada e muito menos levada a sério. Atentando apenas para os aspectos históricos em que foram produzidas as Sagradas Escrituras, a mídia pós-moderna aponta uma série de alterações e erros de cópia e tradução ocorridos ao longo da história, que atestariam de forma indiscutível que a Bíblia, embora constituindo uma obra notável, não passa de uma compilação literária inteiramente humana.
A fé cristã afirma entretanto que apesar de ter sido escrita por mãos humanas, a Bíblia foi uma obra inspirada por Deus. A Bíblia não foi ditada por Deus a homens, como muitos afirmam hoje haver recebido mensagens espirituais divinas, mas Deus utilizou homens comuns, com suas idiossincrasias, suas culturas e sua diversidade intelectual, para transmitir à toda a humanidade a sua Palavra. Embora distantes entre si geográfica e historicamente, os seus cerca de quarenta autores conseguiram, sob a inspiração divina, elaborar ao longo de aproximadamente 1.600 anos uma obra que ainda transmite hoje uma mesma mensagem original. O cristianismo crê na inspiração divina das Sagradas Escrituras não por que julga ingenuamente que a Bíblia que hoje temos nas mãos é cópia fiel de seus manuscritos originais, ou mesmo das cópias mais fiéis destes manuscritos.
A igreja cristã tem plena consciência das falhas ocorridas ao longo do tempo, no processo de cópia e tradução dos manuscritos dos textos bíblicos, manuscritos estes cujo número é da ordem dos milhares. Entretanto, a evidência da inspiração divina da Bíblia é demonstrada menos por sua coerência e suas referências internas do que pelo fato de ela haver conseguido, ao longo dos séculos, manter intocada a sua mensagem original, que anuncia ao mundo o advento da plenitude do Reino de Deus e a redenção espiritual humana através de Jesus Cristo, o filho unigênito de Deus.
A cristandade crê na inspiração divina das Sagradas Escrituras exatamente pelo fato de, a despeito de todas as falhas humanas ocorridas ao longo do processo transformar a mensagem bíblica de sua forma original, escrita em simples peles e papiros, em hebraico, grego e aramaico, em livros impressos traduzidos na maioria das línguas humanas atuais; ela preserva de forma assombrosa a sua integridade essencial e o seu poder de transformar vidas e de resgatar almas.
Um artigo recente publicado recentemente em Superinteressante, uma revista voltada ao público jovem e adolescente interessado em ciência e tecnologia, aborda mais uma vez a questão da legitimidade e da confiabilidade do texto bíblico. Este artigo, denominado Quem Escreveu a Bíblia (Edição Dezembro 2008), baseado na obra de Richard E. Friedman, Who Wrote the Bible, não foge à política editorial da mídia racionalista, que relega o sobrenatural à categoria de mera crendice popular. Como na mídia em geral, onde os assuntos religiosos são abordados quase sempre de forma tendenciosa, superficial e reducionista, este artigo não foge à regra. Anteriormente, a revista Galileu, do mesmo gênero, havia também publicado um artigo semelhante, abordando a obra de Bart Ehrman “O que Jesus Disse? O que Jesus não Disse?” (Edição Outubro 2006). Este artigo não seria portanto digno de nota, a não ser pelo fato de apresentar a chamada Teoria Documentária, que afirma a existência histórica de pelo menos quatro fontes principais que teriam sido utilizadas para a elaboração do Antigo Testamento, como se fosse uma unanimidade no meio acadêmico.
Escolhi a seguir alguns temas mais relevantes abordados no artigo, por serem comuns às críticas sobre a confiabilidade e legitimidade da Bíblia, embora não pretenda aqui discuti-los com a devida profundidade:
1. Os dois relatos de Gênesis
O fato de Moisés utilizar dois nomes para referir-se a Deus, Elohim em Gênesis 1 e Javé em Gênesis 2, é tomado aqui como uma comprovação de que ele não foi o autor deste livro e que os dois relatos da criação são originários de fontes diversas. Entretanto, este equívoco chega a ser absurdo, pois os dois primeiros capítulos de Gênesis não são, de forma alguma, relatos “bastante diferentes” da criação, como alega o autor.
Gênesis 1 constitui um relato temporal e lógico da criação do mundo , e Moisés utiliza aqui o termo Elohim (Deus) para referir-se à onipotência criadora de Deus. Gênesis 2 é um relato genérico e poético da criação do Éden e de como os elementos da criação foram ali introduzidos, sob domínio e à disposição do primeiro casal humano. Moisés utiliza aqui o termo Javé (Senhor Deus)para referir-se a Deus por que enfatiza neste capítulo o relacionamento entre Deus o Homem.
As narrativas são portanto complementares e nada indica que sejam originárias de autores diferentes. Além disso, vale notar que na época em que foi escrito Gênesis, todos os vizinhos de Israel tradicionalmente referiam-se a cada um de seus deuses por pelo menos dois nomes diferentes, chegando em alguns casos a atribuir três ou quatro nomes a um mesmo deus.
2. A autoria mosaica do Pentateuco
Muito se tem discutido sobre a autoria dos cinco livros chamados da Lei, Pentateuco ou Torah, no Antigo Testamento hebraico.Existem entretanto evidências tanto referências internas à Bíblia quanto externas, de natureza arqueológica e documental que demonstram que de fato Moisés foi o autor dos cinco livros. Os círculos liberais e neo-ortodoxos de estudo bíblico são os que negam esta autoria, baseados na chamada Hipótese Documentária, que afirma que Israel não possuía escrita antes da monarquia e que estes livros somente foram escritos após meados do século IX a.C.. Tais estudiosos se baseiam sobretudo no pressuposto de que não existem fatos sobrenaturais e que portanto as profecias bíblicas são meras referências a fatos históricos já ocorridos na época em que foram escritas.
Supostos anacronismos, como a referência à Ur como sendo uma cidade caldéia em Genesis 11:28 e 15:7; a referência à cidade de Dã em Gênesis 14:14, que só recebeu este nome depois da era mosaica ou a referência a Gerar, em Gênesis 20:1 como sendo uma cidade filistéia, quando supostamente os filisteus somente teriam começado a colonizar esta região após o século VII a.C.; parecem confirmar esta tese. Um estudo mais aprofundado da história dos textos bíblicos no entanto demonstra que os nomes de lugares que aparecem nos textos atuais às vezes não correspondem aos nomes originais dos textos copiados, por uma razão meramente cultural. Muitos escribas preferiam utilizar os nomes correntemente em uso, na sua época, do que os nomes originais, por uma simples questão de atualização. Quanto às referências à existência dos filisteus na Palestina antes de 2.050 a.C., no tempo de Abraão, não há evidências históricas que comprovem a impossibilidade deste fato. O fato de não existirem relatos históricos anteriores ao de Ramesés III, em 1190 a.C. sobre a presença dos filisteus naquela região não constitui prova de que jamais houve imigrantes filisteus de Creta na região da Palestina em época anterior a esta.
As objeções mais comuns como a citada no artigo, de que Moisés não poderia escrever, em Deuteronômio 34, o seu próprio obituário; são facilmente explicáveis pelo fato de que é comum, até os dias de hoje, a inclusão de obituários em obras de autores famosos. Este adendo geralmente aparece no final da obra e é assinado por seu autor. A diferença aqui é que o autor do obituário de Moisés não destacou o mesmo na obra e não se identificou, o que não invalida porém a autoria da obra.
Gênesis 36:31-43 é uma passagem bastante de explicação bastante controvertida. Enquanto alguns estudiosos sustentam que foi divinamente inspirada, outros aceitam a possibilidade de que tenha sido uma adição posterior, correspondente a 1 Crônicas 43:54.
O fato de alguns relatos de Gênesis serem semelhantes a outros relatos míticos anteriores, como o do dilúvio universal, presente em grande parte da mitologia antiga de outros povos, não significa que tenham sido incorporados no Antigo Testamento. O fato de o relato bíblico aludir a lendas e mitos mais antigos apenas atesta que estas lendas e mitos eram baseadas em fatos reais. O relato bíblico entretanto, é seguramente o único histórico e confiável, pois é amparado na inspiração divina.
Uma outra objeção comum, a de que às vezes a narrativa nestes livros é feita na terceira pessoa, referindo-se a Moisés, como em Êxodo e Números; também pode ser naturalmente explicada como uma convenção literária comum em autobiografias, do autor referir-se a si mesmo na terceira pessoa. Isto ocorre, por exemplo, na obra de Júlio César, Guerra Civil (A Guerra Alexandrina 75), em que ele expressa sua surpresa com o ataque inesperado das tropas de Pharnaces no Ponto, dizendo: “César ficou espantado diante desta incrível temeridade”. Os numerosos registros históricos sobre os reis egípcios e seus feitos eram normalmente escritos na terceira pessoa, exceto nos casos em que eram citadas pronunciamentos do próprio faraó.
A distinção feita Gênesis 7:2 entre animais puros e impuros, também é comumente citada como exemplo de comprovação de uma data mais tardia para a elaboração do livro, uma vez que esta distinção somente é estabelecida posteriormente, em Deuteronômio e Levítico. Este é também um argumento racionalista, pois o fato de tal distinção entre os animais não haver ainda sido estabelecida formalmente na época em que Gênesis foi escrito, não significa que Moisés não soubesse de sua existência, uma vez que era inspirado por Deus.
Finalmente, existe ainda a objeção quanto a uma repetição dos termos da Lei, recebidos de Deus por Moisés em Êxodo 20:1-17; 34:1-28 e novamente mencionados em Deuteronômio 5:6-21. Novamente aqui, uma leitura imparcial do texto revela que a Lei foi pela primeira e única vez outorgada a Moisés em suas ordenanças principais conforme 20:1:17 e nas demais ordenanças, conforme capítulos subseqüentes até o 24, durante um período total de quarenta dias e quarenta noites. Tendo Moisés entretanto se enfurecido com a infidelidade do povo, que durante a sua ausência festejou e adorou a um bezerro de ouro, destruiu em sua ira as tábuas da Lei que havia recebido de Deus (32:19). O capítulo 34 narra então novo retiro de Moisés ao Monte Sinai, onde Deus repetiu a ele as mesmas ordenanças, durante novos quarenta dias e quarenta noites, ao fim dos quais Moisés escreveu novamente as tábuas da Lei. Já em Deuteronômio 5, Moisés está diante de uma nova geração do seu povo, que não estava presente quando ele recebeu de Deus as ordenanças da Lei. Assim Moisés repete a esta nova geração essencialmente os mesmos termos da Lei, embora utilize para isto seu próprio discurso.
A chamada Hipótese Documentária foi uma teoria desenvolvida por Julius Wellhausen em 1895, e surgiu com o estímulo do lançamento da Teologia Bíblica (Biblische Theologie), por Wilhelm Vatke, discípulo de Hegel, em 1835. Wellhausen reformulou uma hipótese já existente do teólogo Karl H. Graf, que ficou conhecida como Hipótese Graf-Wellhausen e se tornou a base da crítica bíblica histórica na Europa e nos Estados Unidos. Segundo Wellhausen, o Pentateuco não é de autoria mosaica, mas a reunião de diversos documentos escritos por diversos autores, escritos em épocas distintas. Wellhausen afirma que o Pentateuco foi compilado a partir de quatro fontes históricas documentais básicas, que ele denominou J (Código Javista) e E (Código Eloísta), baseados em tradições orais; D (Código Deuteronômico), originário do período do reinado de Josias e P (Código Sacerdotal), originário do período pós-exílico.
A Hipótese Documentária, evidentemente, caso fosse verdadeira, destruiria não apenas a integridade da Bíblia como uma obra inspirada por Deus, mas também toda a base doutrinária do cristianismo, uma vez que lançaria em descrédito o testemunho evangélico de Jesus, no Novo Testamento, reconhecendo a autoria mosaica do Pentateuco. A Hipótese Documentária já foi contestada em seu próprio berço, a Europa. Muitas obras foram escritas condenando não apenas os conceitos, as sutilezas, mas também os seus fundamentos teóricos. Entretanto, os teólogos liberais e neo-ortodoxos indiscutivelmente a têm adotado como base de seu cristianismo humanista, no qual está claro não haver lugar para um Deus vivo e verdadeiro. Crer neste Deus não é fundamentalismo, mas uma questão de coerência com uma visão das Escrituras não restrita apenas às suas dimensões literária e histórica; mas focada essencialmente em sua dimensão espiritual, que é aquela em que Deus verdadeiramente se relaciona com o ser humano e através da qual ele realiza sua obra redentora.
3 – A violência de Deus
Não só os que não são cristãos, como também muitos cristãos, se sentem perplexos diante das narrativas bíblicas do Antigo Testamento, em que Deus ordena a Israel combater e eliminar muitos dos povos inimigos de sua nação. Como é possível, afirmam estes, que o Deus bom e compassivo do Novo Testamento seja o mesmo Deus irascível, cruel e vingativo do Antigo Testamento? Esta perplexidade demonstrada pelos incrédulos me causa no mínimo estranheza, pois os que a expressam parecem não compartilhar uma natureza física e biológica onde a violência é uma característica natural. A violência se tornou natural não por que seja inerente à natureza original da criação, mas devido à corrupção da criação divina, que perdeu o seu equilíbrio e a sua ordem originais.
Sendo Deus absolutamente justo e perfeito, o uso que Ele faz da violência é da mesma forma justo e portanto nada tem em si de condenável. A aparente contradição que muitos enxergam entre a mensagem de amor ao próximo e compaixão pregada por Jesus e a violência demonstrada por Deus no Antigo Testamento é fruto de uma lógica humanista que, por desconhecer esse Deus e a sua obra redentora, é incapaz de compreender a sua absoluta sabedoria e justiça.
Deus criou o ser humano com uma natureza justa e pura, à sua semelhança, mas o dotou de livre arbítrio desde a sua criação. Através do uso deste livre arbítrio entretanto, o ser humano decidiu se separar de Deus e viver segundo sua própria vontade e julgamento e com isto corrompeu a sua natureza original perfeita, afastando-se do amor de Deus, de sua sabedoria e da verdadeira justiça.
Deus entretanto não abandonou a sua criação à sua própria sorte, como crêem os deístas, mas desde então busca reconciliar consigo a humanidade, de forma a redimi-la de seus erros e reconduzi-la ao seu Reino, onde reencontraremos enfim a verdadeira vida e a bem-aventurança eternas.
Para isto, Deus adotou diferentes estratégias, conforme a resposta da natureza humana ao longo de sua história, aos seus apelos. No início desta história, a natureza humana se achava tão corrompida que foi necessário que Deus destruísse completamente a espécie humana sobre a terra, através de um dilúvio, para novamente permitir o seu renascimento e reprodução a partir do núcleo de uma única família, considerada por Deus digna de tal feito.
Mais tarde, no início da história do povo judeu, nação escolhida por Deus para iniciar o seu plano de redenção espiritual de toda a humanidade, a natureza humana era ainda bastante corrompida e Deus buscou educar aquele povo nos princípios básicos de disciplina, justiça e fidelidade espiritual. Deus introduz no meio daquele povo os seus mandamentos fundamentais e exorta Israel a obedecê-los, como requisito essencial para o estabelecimento de uma verdadeira comunhão com Ele. Os princípios de justiça ensinados por Deus nesta época ao ser humano ainda não são porém os princípios perfeitos pregados mais tarde por Jesus, mas princípios rudimentares, condizentes com a dureza do coração humano naquele tempo.
O primeiro e mais importante destes princípios fundamentais estabelecidos por Deus foi o da fidelidade espiritual a Ele. Naquele tempo, não só Israel, como também todos os demais povos à sua volta viviam em uma profunda promiscuidade espiritual, adorando e cultuando a vários deuses e entidades espirituais, cuja influência sobre aqueles povos era absolutamente perniciosa, escravizando-os à ignorância, ao egoísmo e à sensualidade, além de mantê-los em um estado de absoluta brutalidade e injustiça. Deus se manifestou a Israel como o único Deus, o verdadeiro Criador de todas as coisas, o Deus amoroso e compassivo, que para concretizar sua obra de redenção espiritual humana, requeria do seu povo apenas a sua fidelidade, no sentido de se afastar dos falsos deuses e das influências espirituais nefastas, obedecendo à sua Lei.
Israel relutava porém em responder ao chamado de Deus e abrir mão de suas inclinações politeístas, de seu orgulho individual, de suas paixões carnais e de seu egoísmo. Deus precisou assim demonstrar ao seu povo a gravidade daquela promiscuidade espiritual, que constituía o maior obstáculo para que Israel e o ser humano em geral pudesse se converter dos seus erros e tomar o caminho da santidade de da justiça, que conduz à salvação espiritual. Para ensinar a Israel a fidelidade espiritual, Deus afirmou ser necessário que o seu povo se mantivesse distante de qualquer comunhão espiritual com os povos politeístas à sua volta, evitando qualquer contato íntimo ou cultural com eles, tamanho era o mal causado pela influência deste politeísmo.
A violência utilizada por Deus ao ordenar o massacre de alguns destes povos, foi um recurso portanto absolutamente necessário para que Israel pudesse assimilar os princípios básicos espirituais de santidade e de fidelidade espiritual. Deus poderia simplesmente ter transformado a natureza espiritual do seu povo, de forma a torná-lo fiel a Ele, mas estaria desta forma violentando o livre arbítrio humano e transformando a sua criação em meras marionetes sem vontade própria. Esta violência foi portanto um recurso extremo utilizado por Deus, perfeitamente justo e condizente com seus propósitos soberanos, e que constituía naquele tempo a única forma pela qual o ser humano poderia aprender o princípio fundamental da fidelidade espiritual.
A violência utilizada por Deus no início de sua obra redentora de modo algum autorizou, contudo o ser humano a recorrer, em seu nome, depois da nova aliança firmada através de Cristo, a qualquer forma de violência; para impor quaisquer princípios espirituais a outros povos ou indivíduos, como supôs a igreja em seus primórdios, pelo autoritarismo que caracterizou a queda espiritual várias de suas lideranças.
A linguagem utilizada por Deus no Antigo Testamento, que nos transmite hoje a impressão de um Deus de caráter belicoso, vingativo e ciumento, é apenas reflexo da natureza humana, através da qual Deus se expressou ao revelar ao mundo a sua mensagem, por meio do povo judeu. Deus escolheu, desde o início de sua obra redentora, se relacionar com o ser humano de uma forma humana e pessoal, de modo a que pudesse ser facilmente compreendido por todos os seres humanos, com suas vicissitudes e limitações, características de uma natureza tornada imperfeita e limitada pelo pecado.
O Deus cristão não é o deus idealizado pelas religiões em geral, que se mantém acima de à sua criação, imponderável e imperturbável diante do universo, mas um Deus que anseia pela redenção espiritual desta criação e que, ao mesmo tempo que demonstra este anseio; ao exortar a humanidade a se converter de seus maus caminhos e buscar a santidade e a justiça, se inclina até esta humanidade e se revela a ela de forma pessoal e amorosa. Este amor de Deus pela sua criação é revelado mais tarde em sua plenitude através de Jesus, o seu filho unigênito, que manifesta a expressão humana de Deus em sua mais perfeita forma.
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