Tenho 56 anos, sou divorciado, tenho dois filhos. Nasci em Jaguapitã-PR e vivi a maior parte de minha vida em Belo Horizonte-MG. Sou cristão há dez anos, e participei como um membro ativo de quatro igrejas evangélicas, uma delas uma igreja ortodoxa Batista e duas outras de denominações Pentecostais, em Belo Horizonte. Resido atualmente no Rio de Janeiro-RJ.Sou membro atual das Assembléias de Deus.
Possuo um curso de Teologia Básica ministrado pelo IBADEP – Instituto Bíblico das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus do Estado do Paraná. Dedico-me ao estudo da História do Cristianismo, Teologia e da Bíblia desde que me converti ao Cristianismo.

gostaria de saber das noticias de israel?e como vai o evangelismo dela?
Gostaria de saber as noticias de israel?e como vai o evangelismo de lá?
Gostaria muito de receber sempre notícias e temas postado neste site. Gostei muito da “Mensagem da Cruz”, creio nisto, creio que o Senhor Jesus nos manda viver essa vida de renúncia e santidade, pois se não for assim não seremos seus discípulos. Que Deus te abençõe e continue te dando graça e revelando-te cada dia mais a servi-Lo em santidade..
Que o amor de Cristo inunde seu coração!!
estarei em Curitiba na feira, sou do Rio de janeiro , onde edito o Jornal Rio Gospel e Gostaria de conhece-lo para possiveis divulgação de seus artigos em nosso Jonral.
Edson Gomes
Boa tarde, Washington. Gostei de alguns de seus comentários no seu site, mas chama minha atenção sua defesa frequente ao conceito de livre-arbítrio.
Você diz:
“…Deus poderia simplesmente ter transformado a natureza espiritual do seu povo, de forma a torná-lo fiel a Ele, [[[mas estaria desta forma violentando o livre arbítrio humano e transformando a sua criação em meras marionetes sem vontade própria.]]]] [grifo meu] Esta violência foi portanto um recurso extremo utilizado por Deus, perfeitamente justo e condizente com seus propósitos soberanos, e que constituía naquele tempo a única forma pela qual o ser humano poderia aprender o princípio fundamental da fidelidade espiritual.”
Veja, em nenhum lugar a Bíblia ensina que somos livros. Antes, ensina que Deus é soberano sobre absolutamente todos os aspectos da criação. Além disso, que Deus mantém e sustenta a criação. Ora, se também é verdade que o ser humano não é marionete, mas toma decisões conforme a sua vontade (ou não?), então devemos aceitar ambos os fatos. Somente aparece um conflito entre soberania divina e responsabilidade humana quando implicitamente assumimos que a liberdade é um pré-requisito da responsabilidade. Mas em nenhum lugar a Bíblia ensina que somos responsáveis por sermos livres. Antes, ensina que somos responsáveis porque Deuz o diz.
Como já disse um autor cristão, se o fato de Deus ser soberano DEVE implicar que sejamos marionetes, mostramos ter uma noção muito pequena de Deus.
Enfim, não penso que seja bíblico justificar as punições divinas pela desobediência humana a partir de um suposto livre-arbítrio nos homens.
Não somos livres. Deus move nossos corações. Mas ao mesmo tempo pede nossa desobediência. Isso parece estranho? Apenas porque nossa percepção humana é limitada. Mas não temos o direito de por causa disso ignorar ou perverter ensinos que Deus julgou importante nos revelar.
Por fim, quando os ateus rejeitam Deus alegando que a Bíblia não pode ser crida, já que é obra humana e cheia de erros, cometem um raciocínio circular:
P1: Deus não existe
P2: A Bíblia, assim, deve ter autoria humana
P3: O ser humano é falível
P4: Assim, a Bíblia é falível
Logo, Deus não existe.
O desafio dos ateus é mostrarem que a Bíblia não pode ser a Palavra de Deus assumindo que DEUS EXISTA.
abs
marcelo h.
Boa tarde, Marcelo
Antes de mais nada, gostaria de agradecer sua visita ao meu blog. Pelo que pude notar de sua mensagem, parece que sua formação é calvinista.A minha é totalmente arminiana, por isso creio que está aí a razão de sua discordância com relação a algumas de minhas afirmações.
Os arminianos concordam com os calvinistas no sentido de que a capacitação, por meio da graça, precede a fé, e que até mesmo a fé salvadora seja um dom de Deus. A diferença está na compreensão da operação dessa graça.
Para os calvinistas, a graça é concedida apenas aos eleitos, que a ela não podem resistir. Para os arminianos, a expiação por meio de Jesus Cristo é universal e comunica essa graça preveniente a todos os homens; mas ela pode ser resistida. Assim como o pecado entrou no mundo pelo primeiro Adão, a graça foi concedida ao mundo por meio de Cristo, o segundo Adão (conforme Romanos 5:18, João 1:9 etc.).
Nesse sentido, os arminianos entendem que I Timóteo 4:10 aponta para duas salvações em Cristo: uma universal e uma especial para os que creem. A primeira corresponde à graça preveniente, concedida a todos os homens, que lhes restaura o arbítrio, ou seja, a capacidade de não resistir a Deus. Ela é distribuída a todos os homens porque Deus é amor (I João 4:8, João 3:16) e deseja que todos os homens se salvem (I Timóteo 2:4, II Pedro 3:9 etc.), conforme defendido no segundo ponto do arminianismo. A segunda é alcançada apenas pelos que não resistem à graça salvadora e creem em Cristo. Estes são os predestinados, segundo a visão arminiana de predestinação.
Portanto, embora a expressão “livre-arbítrio” seja comumente associada ao arminianismo, ela deve ser entendida como “arbítrio liberto” ou “vontade liberta” pela graça preveniente, convencedora, iluminadora e capacitante que torna possíveis o arrependimento e a fé. Sem a atuação da graça, nenhum homem teria livre-arbítrio.Adão e Eva somente puderam escolher se rebelar contra Deus por que Ele, por sua graça, concedeu a eles a escolha da obediência e da desobediência, o que de forma alguma restringe sua soberania.
Ao contrário dos calvinistas, os arminianos creem que essa graça preveniente, concedida a todos os homens, não é uma força irresistível, que leva o homem necessariamente à salvação. Para Armínio, tal graça irresistível violaria o caráter pessoal da relação entre Deus e o homem.Não cremos na eleição arbitrária de Deus, ou predestinação, mas na eleição universal dos que verdadeiramente o amam e que por isto crêem em Cristo. Deus predestinou assim todos os que crêem em Cristo à salvação, os quais ele conhece desde a eternidade, por sua onisciência.
Assim, todos os homens continuam a ter a capacidade de resistir à Deus, que já possuíam antes da operação da graça (conforme Atos 7:51, Lucas 7:30, Mateus 23:37 etc.). Portanto, a responsabilidade do homem em sua salvação consiste em não resistir ao Espírito Santo.
A única forma pela qual Deus age sobre nossos corações portanto é no sentido de revelar, ou tornar manifesto aquilo que ali se encontra de forma oculta ou inconsciente.
Espero haver esclarecido a minha posição, embora não espere que concorde necessariamente comigo. Afinal nenhum de nós é “dono da Verdade” e Deus concede o entedimento de sua palavra a quem deseja, na proporção e no tempo ideais à nossa edificação.
A Paz do Senhor,
Washington
Correções:
“Veja, em nenhum lugar a Bíblia ensina que somos livrEs.”
“Mas ao mesmo tempo pede nossa Obediência.”
Olá,
bom, não sou muito dado a rótulos (e no caso, nem mesmo sou presbiteriano), e prefiro simplesmente seguir o ensino bíblico, como qualquer cristão (este rótulo eu aceito, evidentemente hehehe..).
A ideia dos eleitos não poderem ‘resistir’ à graça de Deus não deve ser entendida como Deus agindo contra suas vontades. Antes, os eleitos inevitavelmente buscarão e terão fé em Deus porque ao regenerar seus corações, Deus lhes concede a vontade de buscar as coisas do alto, a começar, a fé em Cristo Jesus. Assim, graça irresistível se refere à onipotência e soberania divinas, não à volição humana.
Quanto à questão da expiação universal de Cristo:
devemos considerar o sentido restrito de ‘mundo’ no livro de João (kosmos, no grego, pode implicar um grupo específico de pessoas segundo um dado critério; o contexto deve ditar a interpretação). Ademais, a Bíblia ensina que na sua expiação, Cristo morreu por todos os nossos pecados (certo?), incluindo o pecado da incredulidade. Logo, não há qualquer obstáculo para o eleito vir à fé salvadora em Cristo. O caminho está livre. Mas então por que algumas pessoas são mesmo assim condenadas ao inferno? A Bíblia ensina que recebemos a Cristo e com ele também todas as coisas, como a fé salvadora.
Além disso, Cristo diz nos evangelhos que veio buscar suas ovelhas e evitar que qualquer delas se perca. Deus Pai confiou a Cristo a obra da expiação, Cristo a consumou e Deus Pai se satisfez com essa obra (‘atingiu a meta’).
Ademais, qual o sentido de Cristo morrer por todas as pessoas (literalmente), mas só orar por algumas?
João 17:6-12 “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. Agora já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti; porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e neles sou glorificado. E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse.”
Você diz: “Ela [a graça] é distribuída a todos os homens porque Deus é amor (I João 4:8, João 3:16)”
Mas onde está escrito que o fato de Deus ser amor logicamente implica que a graça de Deus é distribuída a literalmente todas as pessoas? Se é distribuída a todas as pessoas, por que muitas são condenadas ao inferno? A graça divina certamente inclui a fé (dom de Deus), não é mesmo?
Mateus 22:14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.
1 Pedro 2:8 E “uma pedra de tropeço e rocha de escândalo”, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.
E quando Cristo diz que certas pessoas não entendiam o que Ele dizia porque elas não tinham como Pai a Deus, mas ao Diabo (eram filhos do Diabo)?
Por fim, se Deus finalmente deve esperar a escolha humana com base num livre-arbítrio não influenciado por Deus (por ora, supondo que isso não conflite com a soberania e onipotência divinas!), como Deus poderia de antemão ter CERTEZA daqueles que aceitariam a fé em Cristo, já que os nomes destas pessoas foram escritos no livro da vida antes da fundação do mundo (Ap 17:8;13:8)?
E também, se Deus soube dessas escolhas por presciência, isso significa que as pessoas que Ele viu na eternidade que teriam fé, terão realmente fé – mas em que sentido isso não implica um determinismo na escolha, que é algo que o arminiano justamente não admite?
Não há qualquer base bíblica para a responsabilidade humana vinculada à capacidade de livre escolha. Somos responsáveis porque Deus nos considera responsáveis. Se Deus fosse impotente (!!), perante uma decisão final do homem (de optar pela fé em Cristo), Ele jamais teria certeza de que ao menos uma pessoa evangelizada chegaria à fé. Porém a evangelização adquire significado e importância precisamente porque em Deus descansa a decisão final sobre a fé ou incredulidade de uma pessoa. Lembra-se da passagem em que Deus encoraja Paulo a evangelizar uma localidade porque ele (Deus) tinha povo (eleitos) nela? A evangelização é o meio pelo qual Deus reune as ovelhas do Seu rebanho. E qualquer delas será perdida, pois Cristo Jesus é o Bom Pastor e se incumbiu dessa tarefa de buscar e salvar o que estava perdido. Claro, com exceção das que tinham ao diabo como pai.
Washington, fui bastante sucinto na resposta. Não quis ‘inundar’ a resposta com passagens bíblicas (posso fazê-lo em outra ocasião, se desejar), mas incentivá-lo à reflexão sobre algumas linhas de raciocínio pertinentes na discussão.
Que Deus possa, pela sua misericórdia, nos conceder conhecimento e fé crescentes na Sua Palavra encarnada, Jesus Cristo.
abraço
marcelo h.