Como a vida no mundo hoje está seca e árida! Nossos corações estão ressequidos, morrendo de sede e sede de amor!
As relações entre as pessoas no dia a dia são apenas utilitárias, padronizadas, quando não hostis, criando um mal estar permanente, uma certa indiferença e antipatia gratuitas, às quais infelizmente já nos acostumamos.
É preciso que ocorra uma grande comoção social ou familiar para que sejamos tocados e despertados em nossas emoções mais nobres.
Como é bom quando olho para uma criança e sinto amor em meu coração! Por quê não conseguimos amar assim nosso semelhante?
Como é bom contemplar a natureza, a chuva, o por do sol, o mar, as montanhas, e ver a beleza de Deus em sua plenitude neste mundo.
Como é bom quando podemos sentir amor por alguém, que não seja especial, mas uma pessoa comum, sentir ternura e empatia!
Esses momentos deveriam ser frequentes em nossas vidas e não acontecimentos raros, como são hoje …
Neste clima sombrio e opressivo, não faltam mercadores de esperança, que não hesitam em tirar proveito desta desesperada busca de sanidade e paz do homem moderno.
São gurus de auto-ajuda, adivinhos, terapeutas alternativos, proprietários de spas e clínicas de repouso, líderes de seitas religiosas e místicas, para falar de uns poucos.
Entretanto, nenhum deles consegue manter acesa a esperança de qualquer pessoa por muito tempo. As pessoas saltam entre uma e outra solução que lhes é oferecida, sem encontrar verdadeiramente o que procuram.
Isto acontece porquê todas essas supostas soluções são apenas saídas provisórias para um problema que está na alma de cada homem, e que a vida moderna apenas potencializa ainda mais, através de suas relações doentias: a ancestral necessidade de transcendência existencial.
A pressão do trabalho, a rigidez dos horários, o materialismo e a luta pelo máximo desempenho, têm causado um grande mal ao homem moderno. Este tipo de relacionamento entre as pessoas desgasta emocional e fisicamente, nos faz viver cansados, ansiosos e sem alegria e cordialidade.
A bebida, as drogas, o sexo e uma infinidade de outros vícios tem se tornado assim válvulas de escape para essa vida sem sentido e que nos sufoca o coração, e que gera multidões de neuróticos anônimos nos grandes centros urbanos.
A rotina fria do dia a dia, do ônibus, do metrô, do constante medo da violência, tende a transformar as pessoas em autômatos, incapazes de reflexão e de emoção, o que dizer então de compaixão?
Junte-se a isto as não raras crises que temos que enfrentar, devido a conflitos de relacionamento, fraquezas pessoais e falhas de caráter, mais as inevitáveis desordens de saúde e o que temos é um quadro sombrio e triste da vida neste mundo. Não importa a que essas pessoas recorrem para escapar deste vazio, ninguém pode negar a consciência da sua miséria, que jaz profundamente nos corações.
Como as pessoas Cristãs podem lidar com esta realidade? Estariam elas também destinadas a fazer parte desta condição miserável em que o mundo está imerso? Graças a Deus não!
As pessoas naturais reagem a esta realidade de acordo com seus valores e força de caráter. Algumas pessoas têm uma forte paixão pela vida, como ela é. Elas pertencem a este mundo e o amam, apesar de suas armadilhas e tristezas. O horizonte de vida delas está porém limitado ao que elas podem perceber com os sentidos físicos. Elas pensam que Deus, se existe, não se preocupa com elas e elas não se preocupam com Deus. Elas acreditam que esta é a única vida a ser vivida e se esforçam para obter o melhor dela.
Há um tipo de pessoas que não compartilham esta paixão pela vida. Elas são normalmente fracas, pessoas que não têm nenhuma meta definida para se esforçar e nenhuma razão especial para viver. Eles apenas sobrevivem e vivem em pobreza, não lhes sendo oferecidas muitas oportunidades para prosperar. Eles dependem principalmente de outras pessoas e muitas nem mesmo ouviram falar de Deus ou não têm a menor déia da esperança que Ele tem a lhes oferecer através de Jesus Cristo. A vida espiritual delas é normalmente pobre quando não miserável. Muitas dentre essas pessoas têm a oportunidade porém para entregar suas vidas a Jesus e o seguir, mas sentem-se muito fracas para tomar esta decisão.
Muitas pessoas, em sua busca por um significado para suas vidas e de transcendência existencial, se apegam a religiões e ordens espiritualistas as mais diversas. Isto lhes dá um certo conforto espiritual e uma falsa paz de consciência. Estas pessoas (entre as quais estão também os falsos cristãos) não raramente, estão sempre trocando de religião, pois não conseguem encontrar o Deus que lhes pode dar o que a sua alma verdadeiramente anseia.
Existe entretanto um outro tipo, muito raro e admirável de pessoas, os verdadeiros cristãos. As pessoas Cristãs não são poupadas dos fardos do mundo. Pelo contrário, além dos fardos do mundo, têm que assumir a árdua tarefa de se esforçar para sua salvação e de suportar sacrifícios pessoais, para permitir a Deus os regenerar e poderem assim tomar posse de sua herança espiritual, isto é, o Reino de Deus.
Não raramente, eles se acham cruzando as tempestades espirituais mais duras, tendo que lutar com todas suas forças contra a fúria espiritual das trevas, além de se curvarem e humilharem sob a mão poderosa de Deus. Mas a que recorrem essas pessoas para obter tamanha coragem e força, não encontradas em nenhum lugar, que garante aos verdadeiramente fieis a resistência e a vitória final sobre tão grandes tribulações?
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos.
A que força sobrenatural recorrem estas pessoas? Na verdade, essas pessoas recorrem a Deus, a quem elas amam, elas buscam a presença dele e procuram estar em comunhão com ele todo o tempo, elas confiam nele e lhe consagram inteiramente as suas vidas. Elas não pertencem a este mundo, embora eles dependam dele para sobreviver fisicamente.
A meta dos verdadeiros cristãos não é extrair do mundo o melhor que ele tem que oferecer, mas servir Deus e a seus semelhantes. Elas acreditam que esta é uma vida temporária e que a verdadeira vida ainda está por vir, quando eles deixarem este mundo. Estas são realmente pessoas muito especiais.
Porém, eles não estão abandonadas no mundo. Os verdadeiros cristãos são galhos da árvore eterna que é o Jesus Cristo e nele eles acham rico alimento para suas almas, consolação para seu coração e força para continuar.
Enquanto o mundo jaz em em um mar de incertezas, a igreja de Cristo é fundada na mais sólido de todas as fundações, a pedra do Filho de Deus. Esses que entregaram as suas vidas aos pés de Jesus não têm nenhuma dúvida sobre quem eles são e para onde eles vão.
Como disse Paulo, o apóstolo: Eu sei quem tenho crido. Porque eles conhecem Deus e têm a direção de seu Espírito, todos os dias de suas vidas, em todos os momentos. Mesm vivendo em um mundo árido, entre pessoas secas, eles não secam os corações, pois como disse Jeremias:
Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja confiança é o SENHOR. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto.
E como as cinco virgens sábias, elas se certificaram de ter com elas o óleo para as suas lâmpadas, porque o noivo pode vir em qualquer momento. Elas vivem desta esperança. Eles esperam avidamente, e esta é a única ansiedade delas, a segunda vinda de Jesus, para restaurar a ordem original deste mundo e as levar com ele para o seu Reino.
